sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Final de Ano

Boa tarde.

Estou sem postar faz um tempo porque estou gastando muito tempo treinando strumming e slap no baixo. Além de estar tentando limpar Inverno novamente. E creio que nesse final de ano eu vou me dar um descanso de blog, afinal algumas primas vão chegar no Rio nesse dia 29 e combinar baixo, família, banda, leitura e filmagem de um curta, que se tudo der certo sai. Com músicas minhas na trilha sonora \o/ O tema ainda não está definido, mas será bem simples, com sangue e referências pseudo-cults, claro.

Anunciando isso, não estranhem se eu sumir.
Feliz 2009 e altos grooves (POSEEEERRRR)
Abraços

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

A cicatriz e o baixo

Bom, hoje tirei os pontos. Não é câncer, felizmente, porém ficarei com uma cicatriz. Mas dane-se a cicatriz, estou tocando baixo!

Perdi bem menos técnica que eu esperava que ia perder. Ainda consigo tocar vôo do besouro, preciso só dar uma limpadinha agora, mas Inverno e "Colorado Bulldog" terão que ser tiradas novamente, mas ainda tenho tempo. Férias e baixo!
Não há sensação mais maravilhosa do que fazer o que você quer após um longo tempo sem poder. E olha, até abril essas músicas já estarão tiradas. E até o final do ano, Serpent Kiss, Dance of Eternity e talvez Tommy, the Cat estarão tiradas.

Agora, vou tocar.
Abraços

domingo, 21 de dezembro de 2008

Pragmatismo

Um escritor me manda tentar tudo
Um executivo me manda pensar no presente antes do futuro
Um tolo me manda esperar um pouco mais
Um idealista me manda fazer o certo
Um matemático me manda fazer o mais provável
Um cético me manda considerar o erro
Todos me deixam parado e o louco manda tudo pro caralho.

Ah, se escolher faculdade fosse fácil ¬¬

O Malta me manda virar homem e parar de me lamentar.
Ainda bem que ainda existe gente pragmática nesse mundo.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Então é Natal

É. A música que deu origem ao nome do post não foi executada uma vez em minha presença. Nem aquela da globo. Nenhuma música de Natal/fim do ano o foi.  O que foi visto para mim como motivo para grande parte do meu estresse de fim de ano sumiu. E nem por isso esse final de ano está sendo uma maravilha. E não há nada pior do que em qualquer dezembro. Aliás, está tudo melhor. Porque será que esse final de ano está tão ruim?

A resposta por mim encontrada é justamente a ausência de irritações. Buda dizia que que a causa do sofrimento humano é o desejo. Buda estava certo, porém receitou algo impraticável para mim: abolir o desejo. Eu não vou abrir mão da coisa mais legal que eu tenho como ser humano, vou apenas ignorar parte dela. E é justamente a parte não realizada. Porém, eu oculto esse vazio de mim jogando a culpa nos outros, como todo ser saudável faria numa questão existencial. Cá entre nós, é muito fácil jogar isso nos desgraçados publicitários que fizeram o jingle de natal da Leader, ou aliás, no Roberto Carlos, que canta desde o primeiro aniversário de Cristo as mesmas músicas.

Do nada, todos os prazeres somem, inclusive o de xingar os "culpados" por pequenas frustrações do presente, sejam quais elas forem. Aliás, elas nem são tão grandes, e o tempo mata essas vontades. Porém, ele ainda não matou e estou levemente irritado com isso. Enquanto isso, toca Simone aí \o/

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Fases Criativas

Bem, todos sabem que sou um sujeito muito idiossincrático e nunca tive vergonha de admitir certos padrões estranhos meus, aliás, minha vida é praticamente um livro aberto. São eles que fazem eu ser o que sou atualmente, e se eu tentasse negá-los, eu perderia grande parte da minha personalidade. Um dos meus aspectos mais característicos é minha relação com a música.

Eu gosto de criar músicas. Mesmo sem ter muitos recursos teóricos ou técnicos na hora de tocar, gosto de brincar com sons desde pequeno, quando via meu pai editando músicas no Sound Forge. Quando pequeno quis tocar teclado, quando pré-adolescente, bateria e quando cheguei aos 14 anos, ao ouvir The Who e Rush, descobri o que era um baixo. Digamos que meus interesses mudaram bastante e eu comecei a realmente estudar música. E, aos 16, comecei a criar. Aí sim, acho que eu virei o que sou.

Mas por que toda essa ligação com um hobby? Não é lógico, porém a música me liga a muitas pessoas. Eu componho bastante coisa, e eventualmente, quando ficam boas, dedico a algo. Normalmente é ao meu ego, mas já dediquei ao meu cachorro, à boláguia, a amigos e a paixonites (odeio admitir essa parte) platônicas. No momento tenho duas rapsódias sendo feitas para dois amigos, só que eles merecem coisas boas, e não é muito fácil trabalhar os temas que eles gostam. Quer dizer, é difícil pra cacete, vou ter que estudar muito para conseguir fazer algo bom.

E é sobre minha última fase pré-cirurgia que vim aqui falar. Eu vinha fazendo muitas coisas para meu ego e gostei de algumas. A suíte da “Vingança do Pierrot” e “O Boto” me agradam, porém conheci uma pessoa. Como todo bom sem-noção, fiz merda antes de me apresentar. Criei três músicas pensando nisso, uma das quais me orgulho, pois consegui fazer algo interessante sonoramente, usando simultaneamente blues e frases de música erudita. Foi também minha primeira música usando uma forma clássica e compassos compostos de forma que realmente me agradou.

Aí, segunda-feira voltei a minha fase do ego. Terminei de compor um blues-rock e fiz vários riffs na pentatônica para minha banda de rock (que finalmente tem um bom baterista). Não que a música esteja ruim, a linha de baixo tá muito maneira, foi uma das coisas mais diferentes e pouco usuais que eu poderia fazer, mas ainda queria continuar numa fase mais técnica, a menos para completar umas 5 músicas e gravar algo (se bem que eu não conheço baterista que toca exatamente o que espero nesse estilo). Tomara que essa pessoa não fique só no pensamento e volte para a música logo¹*.

Abraços

¹ Foi mal pelas conclusões diferentes do “padrão Jamil” nos últimos textos. Acho que amanhã verei “Clube da Luta” e só escutarei Thrash Metal para me recuperar.

* Tá, eu sei que não tem nenhuma relação entre a pessoa a quem dedico e a qualidade. Mas, sei lá, tem efeito psicológico.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Retrospectiva 2008

Boa noite.

Vim aqui fazer uma breve retrospectiva de 2008, com todas as coisas que foram relevantes e podem ser narradas aqui. O ano foi maravilhoso, tão bom quanto 2007, o que o categoriza como um dos melhores anos da minha vida, porém, ao contrário de 2007, nesse eu passei a ver como eu me conheço pouco. Tudo que eu julgava verdade, acabou e, como diria meu amigo PV, "uma criança morreu".

Descobri que tudo que eu queria não passava de uma aposta, e comecei a pensar em segurança. Claro que sou imaturo demais para qualquer decisão estritamente racional e minha vontade se impõe bem ou mal, porque sou um bom advogado do diabo, mas eliminei certos projetos da minha vida, como o de ser músico, por exemplo.

Descobri ser "advogado do diabo", como falei acima, através da frase: "O que sua matematicazinha de bosta pode contra a fé?". Consigo provar a maioria das pessoas de coisas erradas e que eu nem mesmo acredito. Acho que "advogado do diabo" é uma expressão forte demais, pois envolve muito mais talento que tenho, só que não quero me chamar de "prostituta intelectual".

Atingi todas minhas metas traçadas em 2007, exceto a de sempre. Li bastante, conheci muita coisa nova musicalmente falando, melhorei bastante no baixo, aproveitei meus amigos, através de eventos sociais melhorei minhas concepções sobre padrões (quem entendeu não vai postar nada relativo a isso nos comentários, ok?) e melhorei em geral, me tornando menos mente fechada. O único contra foi ter ficado levemente mais arrogante, admito, e uma das metas para 2009 é reverter isso.

Agradeço a todos que fizeram parte desse ano e saibam que alguns de vocês são muito especiais para mim (nossa, que frase gay).

Abraços.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Intertextualidade bloguística






Ah, vai dizer que ele não é MUITO estiloso? Ele me lembra alguém ¬¬

Tirinhas tiradas de : http://tiras-snoopy.blogspot.com/

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Novidades

Boa noite. Quem entrar no blog hoje, vai notar uma diferença. Sim, após anos de blog tomei vergonha na cara e fiz um banner. E dessa vez vou explicar a piadinha implícita, apesar desta ser simples e fácil de entender, ao contrário do trocadilho do blog "Pop Transfigurado". Lá, minha Madonna expressionista tocando uma flying V, criando uma fusão entre a Madonna normal com sua stratocaster e o expressionismo. Ninguém entendeu o trocadilho, então fiz algo mais simples e explicado dessa vez.

Piadinha:
Devaneios e Bizarrices GRAVES. Graves, lembra baixo, que lembra Jamil, o humilde (NOT!) escritor do blog, que é o cara que tem esses devaneios.

Outra coisa que você certamente irá perceber, é a "Boláguia", na barra ao lado. Ela é a padroeira deste blog. Não perguntem o porquê. Ela é uma espécie de interna dos meus amigos no colégio e representa tudo que eu admiro e quero para minha vida.

E assim, o Pela Sombra entra numa nova fase. Que a Boláguia abençoe a todos (se você comentar ganha uma indulgência leve. Se depositar uns mil reais na minha conta, vai pro céu).

Abraços.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Sobre notas e sentimentos

"Informação não é conhecimento,Conhecimento não é sabedoria,Sabedoria não é a verdade,Verdade não é beleza,Beleza não é amor,Amor não é música...Música é o melhor." - Frank Zappa

O abraço de uma mãe reencontrando o filho. Num filme, quando a história é bem explicada, eu até acho bonito. Na vida real, quando a mãe chora muito, chega a me dar raiva. Cacete, conversa ao invés de deixar escapar sentimentos somente! Porém, tudo se desfaz com mero bend e uma frase lenta na escala menor. Porque toda aquela sensação por mim ignorada se faz presente na música?

Talvez eu tenha um problema com seres humanos, e a vida seja toda um grande serialismo: lógica e interessante, porém ainda não entendo as regras. Apesar disso, pessoas, na maioria dos casos, são como um solo do Kirk Hammet, altamente previsíveis. A sinfonia do cotidiano, tudo aquilo que muitas pessoas fazem de notável, passa discretamente como notas abafadas pelo barulho ao redor.

E aí entra a música e a arte na minha vida: uma válvula de escape perante todo barulho e cacofonia da realidade. Lá, existe realmente a expressão, a técnica e, conseqüentemente, o homem em toda sua plenitude. Tudo aquilo que o mundo naturalmente encobriria, está a sua mostra, sendo real ou imaginário, para vermos e apreciarmos, adicionando assim tudo que o estresse nos impede de ver na vida grande parte das vezes, como, por exemplo, o abraço.

Todo o sonho, a liberdade e a beleza das artes servem de combustível frente ao dia-a-dia, que apesar de ser muito bom, não nos oferece exatamente os nossos desejos. E por isso convencionamos chamar o dia-a-dia de verdade, enquanto nosso potencial artístico é por alguns chamados de o melhor.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Neo-Trash

Eles são bonitinhos, são bem feitos, tem efeitos especiais, piadinhas pseudo-sacanas e muita violência, porém não soam sérios, são extremamente ruins e só fazem você rir nas cenas violentas. Quem são eles, quem eles pensam que são?

São os filmes neo-trash, uma geração de blockbusters que vem saído e cagado olimpicamente para o roteiro, com piadas sem graça, porém com as cenas violentas engraçadas. Representados por filmes como o Procurado, Rambo IV, filmes do Tarantino e do Robert Rodriguez, por exemplo, eles são garantia de risadas se você curte muito sangue e pouca inteligência. Antes de tudo, eles são uma grande bosta, porém são levados a sério, retomando um raciocínio do B-side antigo. Os filmes não eram feitos para serem assim, eles eram ruins pela falta de recursos (coisa praticamente eliminada hoje em dia) ou por terem uma estética muito... bom, estranha. Hoje em dia as estéticas deturpadas geram monstros, com cenas cada vez mais engraçadas de tão ofensivas (fenômeno visto no youtube, que será abordado no próximo post).

Bom, provavelmente qualquer pessoa sensata que veja "o procurado" vai achar um lixo. Eu também achei, mas a cena que o cara mata mais de 15 e ainda sai carregando a arma presa na cabeça do outro é para mim memorável. Fazia tempo que eu não ria assim. Perdão pela falta de bom gosto, mas cacete, é muito escroto para uma pessoa como eu não gostar. Os lemas do filme também são ridiculamente malfeitos, é tudo muito ruim, mas deixa, eu ri deles também.

Abraços

domingo, 7 de dezembro de 2008

Tempo

Boa tarde.

Começo um post de nome vago para falar de uma coisa bem objetiva: ficarei sem postar nada até o dia 22/12. Fiz uma cirurgia na mão esquerda, o que me impede de digitar de forma espontânea e veloz comominha cabeça manda. Sim, estou bem e tomei alguns pontos e até baixo consigo tocar estilo Luizão Maia pós-AVC (com uma mão só batendo no braço do baixo)

Don't cry for me, pelasombra.blogspot (estilo Madonna, só que verdadeiramente latino e menos afetado), que volto daqui a pouco.

Abraços

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

15 anos sem Frank Zappa

Boa Noite.

Bem, vim aqui nesse tópico prestar uma homenagem a um dos maiores gênios da música no século XX. Nesses tempos onde a mídia comemora 40 anos de 68, com destaque aos queridinhos Beatles e Sgt. Pepper, deixamos passar datas importantes como os 15 anos sem Frank Vincent Zappa, que morreu de câncer de prostata.

Figura polêmica, porém de fortes convicções e de um rigor artístico extremado ( ponto de mandar um foda-se para a audiência), é por muito ignorado devido a suas músicas difíceis e estilo debochado na hora de escrever, porém é sempre lembrado com respeito por músicos que se sentem atraídos por música experimental. Suas músicas exigiam grande técnica e muitas vezes eram feitas em improvisos, o que exigia excelentes músicos. Com isso, na banda "Mothers of Invention", surgiram grandes nomes da música atual, como Steve Vai e Jean Luc-Ponty. Além da grande habilidade técnica exigida, havia outra exigência para entrar na banda: eram proibidas drogas. Com isso John Frusciante, do Red Hot, fracassou na entrada da banda. Esse aspecto de Frank Zappa é importante pois mostra como ele conseguiu passar pelos vícios de sua época sem se sujar e prosseguir sempre melhor.

Além de músico, Frank Zappa era ativista e tentou se candidatar a presidência dos Estados Unidos. Bom, não dá para resumir a vida de Frank Zappa num post, porém isso aqui é somente uma homenagem a um dos artistas do século passado.

"Historicamente os músicos sentem-se feridos quando a audiência se mostra insatisfeita. Nós não nos sentimos assim. Nós dizemos para a audiência se danar."
_ Frank Zappa

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Queen + Paul Rodgers

Boa noite!

Vim aqui falar de um grande show que fui nese sábado: Queen + Paul Rodgers. A primeira pergunta a se fazer é se o Paul Rodgers agüentou bem o show. A resposta é clara: sim. Ele com suas bandas anteriores provou ser um bom cantor de rock, apesar de diferente de Freddie Mercury. O máximo que podia acontecer é uma roupagem nova a músicas antigas do Queen. porém por mais que ele cante diferente, muitas músicas permaneceram praticamente a mesma coisa.

É claro que Freddie Mercury não é somente uma grande voz, como foi mostrado no vídeo que rodava no telão ao som de Bohemian Rhapsody, é também carisma e devia fazer um show diferente, porém ele morreu. O que podemos fazer é aceitar e ficar felizes com a volta da banda, ao invés de nos tornármos viúvas de Freddie Mercury. Brian May e Roger Taylor continuam aí, e com inspirados solos mostraram que fizeram muito bem em continuar. Paul Rodgers também está de parabéns pela excelente performance nas músicas do Queen e nas de suas bandas anteriores. As novas músicas não deixaram o show pior, pelo contrário, conseguiram manter o nível, apesar de ser um som que me lembra mais um hard setentista do que o Queen.

O desempenho de Roger Taylor e Brian May cantando também não deixou nada a desejar. Realmente quem não foi perdeu um grande show e, mesmo sem o vocalista e o baixista originais, a banda continua muito bem com excelentes músicos no lugar.

Agora é esperar outro show bom do mesmo porte (porque show bom tem sempre).

Abraços

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O Pensador

Estava o homem a pensar em casa. Num canto precariamente iluminado por um abajur se encontrava ele sobre uma cadeira. Ao fundo rodopiava na vitrola um disco com doces e fluídas valsas de Strauss, contrastando com a melancolia do momento. E o homem sentado pensando.
Certo momento bate à porta uma adorável moça loira. Ondas espalham-se pelo ar e chegam ao cérebro, misteriosa caixa cinza do ser humano. Na caixa cinza da mulher reações faziam-na sentir algo pelo estranho pensador, porém, na caixa deste reações deixaram-no inerte no mesmo canto com sua ocupação. Passado certo tempo, a moça vai embora. Mais tarde ainda, a valsa pára de tocar, restando para o homem apenas sua solidão e o constante tic-tac do relógio.
...
TIC-TAC
TIC TAC
TIC-TAC
...
Milhares de tic-tacs se vão e o homem levanta. Não conseguiu resolver seu problema. Olha para o relógio e vê que se passaram poucas horas. Ainda angustiado por seu problema (e sem se dar conta do que perdeu) o homem toma um Prozac e vai encher a cara no bar da esquina dez anos mais velho.

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Isso aí foi um sonho estranho meu. Antes de mais nada o homem era o Sr. Fantástico e a moça era a Mulher Invisível.

Abraços

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

( Sem Título )

Do amanhã nunca se sabe e a vida é uma caixinha de surpresas, porém desde os gregos antigos se tenta compreender o tecer das Moiras, sempre sem sucesso. Foram estes mesmos gregos pioneiros que, através da filosofia, tentaram abordar a felicidade de forma racional. Dentre as questões por eles propostas na busca da vida perfeita, existia a dúvida a respeito da idade, do destino e a alegria nos homens.
Essa pergunta continua sem resposta e provavelmente, se tiver, é tão subjetiva e indeterminada como o próprio ser humano. Um exemplo disso é que, enquanto alguns vêem na energia e falta de responsabilidade pueril a melhor fase da vida, outros encontrar na dignidade do trabalho o prazer. A resposta varia a cada indivíduo e não se chega a nenhum termo final, apenas a certas hipóteses lançadas por alguns.
Não foram somente os gregos os pensadores responsáveis por estas hipóteses. De religiosos a filósofos, como Buda e Kierkegaard, todos pensaram sobre a vida de forma abstrata. Felizmente, no século XXI, as hipóteses são testadas através da neurociência, tornando o pensamento mais palpável e científico. Com esse novo ramo das ciências, certos padrões e hormônios foram identificados, como, por exemplo, a dopamina, que é relacionada ao prazer e também ao bem-estar. Isso mostra que Epicuro, um dos primeiros a pensar a felicidade, não estava enganado com seu hedonismo.
O que importa não é necessariamente a idade, mas sim o prazer e o equilíbrio nessa fase. Isso já se sabe, mas qual é o prazer fundamental para o ser humano ser feliz independente da idade, cabe a cada um responder.


Este texto pertence a série: "Jamil, o Sério". É uma redação minha no colégio, que, não sei como, ficou com nota boa. Eu simplesmente saí embromando "cientificamente".
Acontece, né? De qualquer forma, passarei a embromar tudo que escrevo nas redações (E sim, no começo eu repito duas vezes a mesma coisa de forma diferente. É que eu não sabia como começar e e então passei a repetir as coisas)

Abraços

domingo, 23 de novembro de 2008

Mudança de mentalidade

Boa Noite!

Vim aqui comunicar a todos que agora sou um cara sério. Mentira, todos do colégio já ouviram essa frase cerca de ln 49^tg88 e eu nunca consegui me tornar um cara sério de verdade. Aliás, acho que minha concepção de cara sério envolve ganhar dinheiro. Mas não vim falar sobre isso.

Desisti de fazer contos envolvendo zumbis com objetivos não cinematográficos, agora vou escrever sobre coisas sérias ou quase. Mas aí você, fã de longa data dos meus roteiros como "Zumbi Cafetão", "O Zumbi no Jardim" e "Homem-Besouro Radioativo", entre outros, se pergunta o porquê dessa mudança. A razão é clara, após um bom tempo dissertando se sabonetes lux "toque de pêssego" poderiam ser usados para "amaciar a carne" em filmes envolvendo zumbis canibais, eu vislumbrei que se eles tem sabonetes, certamente terão liquidificador, podendo fazer assim carne moída de mais fácil ingestão. É claro que uma cena sangrenta envolvendo liquidificador é uma idéia extremamente divertida, mas é muito acima do meu nível com defeitos especiais.
Agora farei contos adaptáveis para filmes cabeça do anima mundi (os trash-gore virão em menor freqüência).

Abraços

Auto-crítica e relatividade

Jamil diz:
eu escrevi algo que a ____________ escreveria
Jamil diz:
eu estou com vergonha
Jamil diz:
ainda bem que também fiz uma sonata baseada nesse sonho
Jamil diz:
ficou uma merda, mas é muito rápida
Thiago Cianci - 8D Uma semana 8D diz:
que merda digo eu
Thiago Cianci - 8D Uma semana 8D diz:
meu primo quer pegar a _____________
Jamil diz:
isso é muito ruim
Jamil diz:
mas cara, ele é seu primo
Jamil diz:
não é você
Jamil diz:
imagina se você fizesse uma música que a ___________ faria?
Jamil diz:
você teria que se dar tapas na cara pedindo perdão a Bach, a Schoenberg e a Miles Davis por ser tão ruim
Jamil diz:
só não faço isso porque eu ignoro o que escrevo xD Só me importo com música mesmo xD


Odeio ter que postar uma conversa no MSN para explicar o que eu penso, mas é exatamente por não querer ser que nem algumas pessoas (que sinceramente não admiro muito) que não vou posto nada que eu escrevo sério. E por não ser que nem as músicas de pessoas que admiro, não posto minhas músicas. Estranho, né? Independentemente de ser estranho ou não, é assim que penso e enquanto não atinjo um patamar agradável para mim em nenhuma das duas vou postando coisas aleatórias.

Próximo post: "Projeção dos sabonetes LUX num cenário apocalíptico e canibal".
Até lá, abraços.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Crítica aos críticos

Boa tarde

Cheguei a conclusão que crítica musical é algo muito escroto. Eu pararei de fazer aqui nesse blog. Só postarei sobre música para falar de coisas minhas ou ofender pesadamente alguém que para mim é ruim, mas é valorizado pela crítica e por pseudo-intelectuais.

Recentemente estou com ódio a Bravo. Vou começar comentando essa revista, a porta-voz da pseudo-intelectualidade brasileira. Cara, eu eventualmente pego para ler na biblioteca do meu colégio e vejo matérias sobre coisas bizarras. Botam a Mallu Magalhães como a grande salvadora da música brasileira devido a ter enfrentado as gravadoras, ignorando de maneira nunca antes vista as bandas de metal que lutam para se manter e lançam CDs que dentro de seus estilos tem grande valor, sem apoio de muita gente, além dos fãs.

A coisa que me deu mais raiva nessa revista foi uma matéria sobre uma mulher que faz música de vanguarda aí. Eu não conheço a obra dela, meu conhecimento de erudita começa em Strauss e acaba em Iannis Xenakis, mas cara, nessa matéria botavam um cara que gravou dois malucos pelados se beijando como o papa da vanguarda musical brasileira. Depois dessa eu entrei num frenesi de ódio que só foi superado com uns momentos jogando papo fora com Aroeira, Thiaguinho e PV, um excelente remédio. Cacete, isso é vanguarda onde? Ele contribuiu em algo para a música? Quando você questiona o valor dos experimentos eletrônicos no começo da música erudita contemporânea, você tem que pensar que isso abriu as portas para muitas coisas, como a música eletrônica pop e o kraftwerk (\o/). O que essa gravação de dois pelados doidões se beijando ajudou a música? Para mim esse cara é o papa da picaretagem.

No dia que me responderem de forma convicente o que isso adicionou a música eu deixo de considerar esse cara picareta e ainda jogo fora minha discografia de prog ¬¬ Peço para me responderem porque a CRÍTICA NÃO O FEZ!!! Nesses dois exemplos que eu passei, a revista apenas impôs algo. Porque nós devemos acreditar em gente que diz isso? Aí entramos numa questão interessante, se o papel da crítica não é apontar o que é bom ou não, qual o papel dela?

Ainda acho que é um trabalho meramente descritivo e bem formalista dentro da estética dos estilos de composição. Trabalhar tecnicamente a música dentro do seu estilo é o fundamental da crítica, não se pode trabalhar baião e folk da mesma forma, mas tem como se comparar um CD de folk a todo o outro folk que veio antes dele, e aí entra o papel do crítico, que tem que ser um estudioso da música. Se ela continuar apenas impondo opiniões para atender um público intelectualóide que não entende nada, ela nunca vai ser ouvida por ninguém além dessas pessoas que já lêem e ao invés de formar opinião vai formar imbecis cegos.

Já como todo mundo que entra aqui é amigo meu praticamente, já sei que só se tiver uma pessoa que eu não conheço que talvez se sinta ofendido. E olha, eu não quero ofender a todos os críticos nem a todos que gostam de crítica musical. Existem boas críticas, como, por exemplo, a que saiu no globo sobre o DVD ao vivo do Terço (que admitiu: é um excelente álbum de rock progressivo. Só passe perto se gosta de muitos solos), o que me irrita é a falta de senso e parcialidade que vemos em artigos de certas revistas.

Abraços

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Chove Chuva

Boa Tarde!

Sobre a frase do post anterior, não tenho nada a declarar, apenas que fiz em 10 segundos porque não queria deixar o blog sem nada. Acho que passarei a fazer letras usando esse método, só que em francês, para caso fique ruim demais ninguém entenda. A menos que seja francês ou fale muito bem francês (eu tenho dicionário e cato palavras difíceis).

OBS:É impressionante como dias chuvosos combinam com música erudita ou jazz e livros. Agora pouco do nada me bateu uma vontade de ouvir Vivaldi, Debussy e obras para piano solo. Também tomei coragem para começar a ler Nelson Rodrigues.

Bom, combinando música e literatura de qualidade, espero que chova bastante.

Abraços

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Preguiça

Boa Tarde!

Estou com preguiça de escrever muito, mas não quero deixar esse blog abandonado novamente, então vou publicar um poema. Mentira, todos sabem que eu não escrevo esse tipo de coisa, por mais que eu goste. Vim postar uma frase que acho que todos tinham que pensar sobre.

"A gênese do ser humano se dá com o mito de sua própria vida"

Comento essa frase depois. Agora vou tocar baixo.

Abraços

domingo, 16 de novembro de 2008

This is Spinal Tap!

Boa Noite a todos!

Vim aqui hoje falar sobre um dos melhores filmes da história. Fiquem tranqüilo, não vou encher o saco de vocês com nada relacionado a fãs dos Los Hermanos agora. Vim falar sobre os verdadeiros comedores do rock. Desculpas pela expressão, mas não tem outro modo de comentar o hard rock. E é sobre isso que "This is Spinal Tap!" fala. Fala com tanta irreverência e de modo tão ofensivo que Eddie Van Halen não riu quando viu o filme, apesar de ter sido um dos guitarristas a botar o amplificador até o 11 (segundo uma fonte não muito confiável: a Wikipédia).

Esse filme marcou a vida de todas as pessoas que gostam de rock e conhecem o "hair metal", vulgo Hard Rock Farofa. Com músicas como "Big Bottom", "Sex Farm" e "Lick My Love Pump", o filme além de engraçado conseguiu ter mais qualidade musical que bandas como Nelson e Poison. Com essas músicas, o talento e o carisma dos músicos se tornou tão evidente que as telas foram incapazes de segurar o sucesso da banda, que tocou em diversos eventos reais, como, por exemplo, o Live Earth. Veja o vídeo abaixo:



Nessa música, Stonehenge, podemos ver a banda no Live Earth sendo calorosamente recebida e na música Big Bottom vemos a banda Metallica tocando com eles o riff de baixo que conduz a música. Realmente, se você gosta de rock, veja o filme. Se não gosta não recomendo, pois o filme é para quem tem alguma idéia de quão ridículo é o "hair metal", com todo respeito aos fãs desse estilo (que eu também aprecio, mesmo sabendo que é uma bosta).

Aliás, quer saber mesmo o que é hard rock? Além da ida tradicional à wikipédia, recomendo ler isso aqui: http://whiplash.net/materias/humor/040426.html

Depois de ler isso, tente ver o filme. Vai valer a pena com certeza.

Abraços

sábado, 15 de novembro de 2008

Antropologia Social I

Boa noite a todos!

Volto aqui com uma grande novidade... descobri o que é um neomalandro. Ele é tão esperto que escapou da wikipédia e do orkut, mas após um pesado trabalho de antropologia social, o encontrei passeando no Google junto de 90% do o conhecimento humano. Aqui está o artigo que inspirou minha primeira "Hard Bossa" (mistura de Bossa nova com Hard Rock).

http://jbonline.terra.com.br/editorias/programa/papel/2008/02/22/programa20080222018.html

Tem um blog aí que diz outra coisa, mas sei lá, esse texto do link saiu no JB e tem vários termos técnicos de moda que não entendi. Aliás, reza a lenda que se você é homem e usa todos termos do texto... bem, o que eu ia falar seria em demasiado etnocêntrico e não combina com um trabalho sobre antropologia social.

Aliás, você sabe o que é antropologia social? O sábio Renato "Ciborg" Bahia, amigo meu, disse que é uma puta redundância. Além disso que não consta no artigo da wikipédia, tem tudo explicadinho lá: http://pt.wikipedia.org/wiki/Antropologia_social

Agora parei de respeitar os neomalandros. Segundo o que o texto do JB indica, o neomalandro é fã de Los Hermanos. É um cara que combina o visual hippongo sujo com o semblante que remete a pouca higiene típica de pessoas mais "moderninhas e intelectualizadas". Merda, fui etnocêntrico de novo! Papai Noel não me dará nada de natal de novo.

Abraços

Origens

Após acabar meu blog antigo, já me perguntaram sobre esse. E também a origem do nome. Isso é simples, apenas achei "Pela Sombra" um nome muito neomalandro. O que vem a ser um neomalandro? Também não sei, mas li numa revista do JB e achei engraçado. E aqui volto a esse blog.


Cheguei a uma conclusão, quando eu escrevo não sai coisa boa. Vou parar de me forçar a ser sério. Minha melhor letra para a banda atual fala sobre neomalandros, que é praticamente uma tribo urbana desconhecida, nunca achei nada no orkut ou na wikipédia. Serão eles os novos maçons? Não, afinal neomalandro é mais estiloso que maçom.


Termino esse texto de fragmentos com uma frase minha, tirada da coletânia: "Jamil, o tr00", feita por Rodrigo Malta, após muitas conversas inúteis no MSN.

"Você tem o direito de ser medíocre, mas se não quiser ser tão merda, aprenda isso, na pior das hipóteses, na virada use arpeggios'

Troque viradas por conversas e arpeggios por um "Entendo" breve e fechado com cara de pensador malvado. Sim, trocando essas duas palavras você pode ter todas as saídas para a mediocridade óbvia e descarada.

domingo, 17 de agosto de 2008

Tipos de nerd?

Caros leitores desse blog, hoje num churrasco surgiu uma questão interessante para vocês pensarem: os vários tipos de nerd.

Existem nerds em humanas, biológicas, exatas, etc. Eu não vou categorizar todas, afinal seria um saco, apenas acho algo estranho. E o nerd generalista?

Por exemplo, gosto de matemática, faço OBM e OBF, uso Arch Linux, gosto de computadores e de matemática, mas também adoro ler, gosto de certos filósofos e respeito humanas. E o gosto cinematográfico e musical desse povo é dferente entre si e o meu. Os de exatas normalmente ouvem metal e vêem filmes comuns. Os de humanas gostam de... sei lá, os do Sijudi gostavam de Carla Bruni e John Mayer. Os generalistas não seguem um padrão tão fixo, mas eu gosto de Prog, Jazz, Blues, MPB, etc. Sou a princípio um nerd musical, mas isso é outro papo. De filmes gosto de clássicos e trash. Cara, e nerd generalista é raro de ver. Talvez seja por isso que uma pesquisa aí da vida diz que fãs de jazz sejam mais solitários. É claro, não se acha muita pessoa com gostos em comum e facilidade de se puxar assunto. Ao menos não somos como os fãs de dance que tendem a se drogar mais =P

Abraços

fonte da pesquisa:
http://igpop.ig.com.br/principal/2008/08/05/fas_de_heavy_metal_tem_tendencia_a_roubar_e_cometer_suicidio_1495012.html

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Bipolaridade Musical

Retorno ao Blog com a felicidade de ter vencido a fase post-punk, que aliás, não durou mais que dois dias. Foi só ouvir Rush que voltei a ouvir coisas boas e voltei a fase louca de sempre. Como sempre fui buscar coisas novas para ouvir e acabei descobrindo uma música eletrônica um pouco psicodélica: MGMT. Nada contra a banda, gostei bastante, apesar de não ser exatamente o progressivo eletrônico que eu pensava que fosse quando baixei. As músicas não me chamaram muito a atenção, porém era tão alegre, com um apelo pop tão sutil que eu me viciei em músicas exageradamente alegres. Não me viciei nessa banda como aconteceu com o post-punk, porém agora fico ouvindo pérolas progressivas extremamente alegres, no caso Camel (que aliás é uma de minhas bandas favoritas desde que conheci o Moonmadness).

Deixo aqui uma música do Camel na qual estou viciado:



Falando sério, acho que sofro de bipolaridade musical. Entre Siouxsie and the Banshees e certas músicas do Camel, como Rhayader, temos uma relação de adversidade bem grande. Tá certo que esse post merece um grande foda-se, e eu entendo. Se bem que não merece um foda-se não, dado o momento que botei toda a grande massa que por aqui passa para ouvir Camel.

Abraços

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Vanguardas

Boa Noite caros leitores do blog. Em uma breve retrospectiva de minha vida musical, comecei analisar a quantidade de m..., quero dizer, estilos que criei. Se existissem outros visionários como eu, certamente o mundo não seria tão preso a gravadoras e mais vanguardas musicais existiriam. Se você ficou curioso, e é claro que ficou, leia sobre algumas das vanguardas por mim criadas:

Trance Metal

Estilo de fusão que combina duas vertentes extremamente agressivas dentro de seus estilos na atualidade: o Trance e o Metal. Esse estilo se diferencia do restante do metal pela alta velocidade combinado com baterias eletrônicas. Se você gosta de velocidade e peso, esse estilo é o indicado para você! Batidas rápidas a no mínimo 160 bpm, com guitarras fazendo power chords dando aquele fundo interessante do estilo. Outro elemento fundamental no estilo é o baixo distorcido fazendo fundamentais e oitavas, no mais legítimo Tum-Ti-Tum-Ti-Tum-Ti-Tum-Ti das raves. Mas a grande diferença fica no "arpeggiator", que ao invés de programado em sintetizadores fica na mão de guitarristas pun...virtuosos! O que faltava para fãs de metal antenados nas novas tendências da música mundial.

New Dadaist Industrial Punk (?)

Um estilo baseado na revolta de jovens contra os limites da música atual. Sua proposta pode ser baseada no discurso: "Nossa banda é na verdade um grande protesto contra o mundo, algo como os dadaístas foram no modernismo e de certa maneira a pop art foi depois. Nessa merda de mundo vendido padrões precisam ser quebrados e hipocrisias jogadas fora. Nessa nossa vertente de punk industrial queremos expor toda nossa raiva, vontade de mudar e independência desse mundo vendido e corrupto"
Esse estilo ainda é um embrião, e sou apenas o gênio que musicou a primeira letra ("Punky is Noty Deady") e deu a idéia de usar distorção em todos os instrumentos, até na bateria, e eventualmente phasers, delays levemente exagerado e outros efeitos. Realmente esses jovens vão mudar o mundo.

Depois falo sobre outras idéias geniais minhas, e espero que vocês, fiéis leitores do blog entendam e apoiem.

Abraços a todos!

OBS: O autor desse posto tem total noção que só falou bobagem e que se ao invés de ficar pensando em coisas idiotas treinasse mais baixo já estaria tocando Schooldays e o Vôo do Besouro a 180 bpm.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Sem idéia para um título decente

Após um tempo sem postar devido a estar fazendo muitas coisas, aqui volto para falar algo, mas ainda não tenho muita idéia do que falar. Talvez seja fruto da volta às aulas. Mas estou numa crise de criatividade imensa, então como qualquer blogueiro que se preze e não tem bosta nenhuma para falar, falarei sobre algo de interessante dos dias anteriores. Fiz uma simulação de ONU na UFRJ, a Sijudi. Muito divertido, conheci bastante gente legal, tentei declarar guerras entre outros mimimis. Foi uma das coisas mais divertidas que eu poderia ter feito e fico feliz por ter feito. Porém vamos voltar ao hoje. Tive aulas, tudo muito bacana, e hoje compûs uma música nova. Espero que dê para gravar essa, pois é mais simples no termo arranjos. Puxei mais para um folk, etc. O legal era botar um cello ou um violino, mas isso fica para depois, agora não vou afrescurar tanto. E digamos que apesar dessa ser uma das músicas mais legais que eu já fiz, estou meio preocupado sobre os motivos que me levaram a fazê-la. É algo em demasiado loser que só revelarei caso eu grave e tenha mais de 1000 dowloads no MySpace (sim, vocês não vão descobrir o motivo).

Enquanto não gravo, um abraço, e no próximo posto ainda não teremos a música. Digamos que meu forte é o baixo, o violão ainda está sendo devidamente tirado e melhorado conforme minhas opções vão aumentando.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Retorno amigável da contradição auditiva

Boa tarde a todos.
Vim aqui comentar algo muito importante nesse blog. Não, não é a música prometida, que não sairá tão cedo devido a um problema que surgiu (meu teclado não fica tão agudo quanto a música exige). Vim falar sobre um fenômeno que atinge a maioria das pessoas, acho que todas: saber que a música é uma merda e ainda gostar.
Após um bom tempo só ouvindo e descobrindo coisas de qualidade no mínimo boa pra caralho, consegui com um amigo um box de B-sides do Siouxsie and the Banshees. Puts, que merda, nada de solos, harmonia bem feita, cozinha esmerada, nada. Mas é tão divertido... tem todo aquele clima denso que de certa forma faz a música soar interessante. Estou com toneladas de música para ouvir aqui, revirei a coleção do meu pai e amigos tem me passado coisas. Estou ouvindo João Donato, Charles Mingus, Mahavishnu Orchestra, Casa das Máquinas, Clube da Esquina e outras coisas de excelente gosto. Mas o que viciou mesmo, além de Charles Mingus e Som Imaginário, foi o maldito (han, han, trocadilho pseudo-cult) post-punk. Não é qualquer post-punk, mas até que Siouxsie and the Banshees (que eu não conhecia antes) e Joy Division (que eu odiava com todas as forças por causa de "Love will tear us apart") são legais.
Não, não virei gótico, mas até que o som é divertido. Não recomendo, pois sei que é uma merda mesmo. Se quiserem ouvir algo bom peguem som imaginário mesmo e sejam felizes. Recomendação do dia. Rezem para eu superar o vício nessa droga pesada, assim como tudo que descende do punk em linha direta =P

Abraços e boa jornada de individuação a todos (sempre quis falar isso)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Primeira Promoção do Blog

Boa Noite!

Esse tópico é para você, crítico ferrenho do blog que nunca acreditou que eu um dia iria postar duas vezes em menos de 72h! Tá, para ser sincero não é não, vim falar sobre desenhos.

Como todos vocês sabem, está tendo anima mundi no Rio de Janeiro, e como nem todos sabem, gosto de animações. Estou indo bastante nesse evento e digo, é bem divertido, recomendo. Tá certo que tem muita cabeça e que se você for um imbecil acostumado a Family Guy, assim como eu, não vai entender mesmo, mas alguns são bem óbvios/bem feitos/ psicodélicos e soam bem.

Essa foi a dica cabeça do post. Agora vem a dica que realmente importa: South Park. Vi o filme pela 382398272ª vez, e retomando o tópico anterior, vi como uma boa trilha sonora ajuda um filme. Além de ser muito divertido, South Park tem uma trilha sonora bem despojada e engraçada, e tenho que admitir, boa por combinar com o filme, independente de teorias, harmonia, e todas essas coisas. Está aí a dica para qualquer um que não seja religioso, estudante de ciências sociais ou não goste de coisas bem zoadas.

Fica aí um vídeo com uma das melhores músicas do filme:



Esse filme tem vários pensamentos que eu levei para minha vida. Vejam o filme e pensem no que aprendi. Se acertar 3 ganha um prêmio... SIM, É A PRIMEIRA PROMOÇÃO DO BLOG! Vejam o filme e tentem ganhar o prêmio!

A promoção está de pé até o dia 28.

Abraços

quarta-feira, 16 de julho de 2008

A volta dos que não foram

É, eu queria postar nesse blog já postando minha primeira música... porém não deu certo e vocês não ouvirão as músicas de quem fala mal dos outros sem ganhar nada com isso. Felizmente, pois meus timbres ainda andam meio ruins.

Vim postar apenas para dizer que estou de férias, fazendo bastante coisa e entre elas conhecendo novas coisas. Recentemente passei a dar valor a algo que nunca tinha prestado muita atenção: trilhas sonoras. Ouvi umas trilhas sonoras de Philip Glass e Yann Tiersen e isso me fez muito bem. Além de ter contato com dois bons compositores, me deu idéias para a trilha sonora de "A Vingança do Pierrot", meu novo curta metragem. Não vou adiantar para vocês aqui, pois vai perder a graça (porra, é um curta, se eu adiantar algo já contei metade do filme).

A primeira música da trilha já tem seu tema composto, e é isso que gravarei e botarei aqui na internet para ser baixada de graça. Isso tudo por amor a vocês, meus fãs fiéis, que vem sempre no blog e me dão palavras de apoio nos comentários xD (sinceramente, eu sei que ninguém quer ouvir uma música só piano e baixo. Da próxima vez faço um trance metal de vanguarda).

Enquanto isso, fiquem com músicas do Yann Tiersen (e aproveitem, pois no próximo post a música será fraca):



Espero no próximo post já ter minha música na internet, e enquanto a gravo com meu amigo PV, aquele abraço.

terça-feira, 1 de julho de 2008

I'm Back!

Yo Niggos e Niggas do meu Brasil!

Volto aqui com a missão de fazer esse blog sobreviver ao meu descaso e falta de saco. Esse grande sucesso de público voltou apenas por amor aos fãs, como todo hard blog que se preze e fará uma turnê em breve no Japão. Enquanto isso não acontece vim falar de algo importante: o porquê de Mallu Magalhães ser uma merda =D

Está certo que aqui os pseudo-intelectuais tentarão tacar ácido sulfúrico no meu rosto para eu ter que virar o Babyface II, porém ignoro quem ouve uma pessoa que ERRA BOB DYLAN EM REDE NACIONAL e nenhum argumento pode mudar isso.

Todos erram, eu já errei, o guitarrista da minha banda já errou, o vocalista idem, todos erraram ao vivo já, e não há nenhum problema real nisso, mas o que me revolta é alguém gostar de um "músico" que não sabe o que é tom e tem uma técnica deprimente no violão e, para acabar, falar que é bom. Eu sou adepto da teoria de que existem várias estéticas e que todas devem ser respeitadas, porém temos que ser minimamente lógicos. Nick Drake fazia um folk bem trabalhado e merece respeito por isso. Por menos que gostemos de folk, temos que admitir que o cara é bom. Já quando vemos um aborto musical como Mallu Magalhães vemos que ela não adiciona nada novo nem faz bem o que se propôs a fazer.

O problema em Mallu Magalhães não é fazer folk enquanto eu ouço Arrigo Barnabé ou Return to Forever, é fazer música ruim sob qualquer ponto de vista. A menos que você defina uma estética chamada "Música ruim", aí nisso ela manda bem e eu tenho que concordar.

Eu sinceramente acho a Mallu uma pessoa extremamente inteligente, ela sabe vender uma imagem boa para pessoas burras que querem passar por inteligentes. Uma garota de 15 anos, com voz de gato no cio e que não sabe o que é bondage é uma imagem legal para pessoas que criticam nossa "decadente sociedade", mas não fazem porra nenhuma para mudar. Os verdadeiros culpados são esses imbecis que caem no papo dela, apoiam e não deixam alguém com um gosto até legal se desenvolver (se bem que duvido que ela queira, pois do jeito que ela é boa em vender a própria imagem ia se dedicar a outra coisa).

Olha, antes que me acusem de ser hipócrita sei que sou fraco como músico e tudo mais, porém eu faço aula com um bom professor, toco baixo bastante, me dedico, então não é o sujo falando do mal lavado. E nem pretensões de ser músico eu tenho, quem quer ser devia saber bem mais que eu, né?

Abraços de Jamil, o Idealista Musical =P

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Trash Movies

Boa noite

Confesso que pensava falar hoje sobre música novamente, mas algo desviou minha atenção para um outro tipo de arte: Cinema.

Um amigo meu, o PV, chamou a minha atenção para o que me leva a considerar um filme bom ou não. Eu não entendo nada de cinema, então não posso falar nada a respeito, se eu falasse seria muita merda. O negócio é só um, o que me leva a dizer que Edward Mãos-de-Tesoura é chato enquanto Marte Ataca! é um filmaço?

Pra começar, acho essa estética gótica do Tim Burton um saco, acho ele bem mais interessante quando mostra suas influências de filmes trash, fazendo um filme descompromissado, mas apesar disso bem trabalhado. Agora, você deve estar se perguntando: “Como esse imbecil diz que George Romero tem filmes legais e acha Kevin Smith um bom diretor vai falar que gosta de coisa bem trabalhada?”. Apesar de parecer irracional, faz sentido por dois motivos:

1 – Gosto é gosto

2 – Apesar de Ed Wood estar longe de ser bem trabalhado, existe uma espécie de feeling cinematográfico que faz de “Glen ou Glenda?” uma boa distração. É como na música, para um leigo (ou para pessoas de bom gosto, escutar Malmsteen é pior que ouvir Dire Straits, mesmo com o Malmsteen tocando²). Tim Burton é um cara com uma certa técnica, mas não deixa de ter feeling, e combinando os dois, cria filmaços, como, por exemplo, a cinebiografia do próprio Ed Wood.

Aliás, isso vale pra Rambo, Desejo de Matar e Babyface também. Violência gratuita, surrealismo e falta de roteiro e senso é legal (apesar de Babyface ser um filme excelente com os recursos usados. A criatividade dos caras é excepcional), pelo menos para mim, por apreciar a estética do exagero e do absurdo.

Concluídas o blábláblá e o mimimimi, vou botar o link para Babyface. Não é música mas merece. Recomendo.


http://video.google.com/videoplay?docid=-5139063509044211565&hl=en


Abraços e boas idéias de filmes de zumbis para vocês

sábado, 23 de fevereiro de 2008

O Rock está em coma

Estive pensando sobre o incerto futuro do rock. Para mim esse já é finado aqui, mas as pessoas se enganam com bostas como Strokes e Arctic Monkeys. O que me leva a crer que o rock morreu?

Nº1 - Falta de renovação no Mainstream internacional. Faz um bom tempo que não surge nenhuma banda inovadora. As únicas famosas que são diferentes da maioria são Mars Volta e Muse, mas fora dessas o que temos é o pop-punk burro e o pop-punk pseudo-intelectual (indie).
Nº2 - Falta no Brasil também. As bandas que mais me interessam surgiram todas no começo de 90, com raras excessões. Bandas legais que aparecem ainda são independentes, e espero que cresçam. Conheço pouco o cenário underground, mas conheço poucas bandas que mereçam recomendações: Manacá é uma dessas.
Nº3 - Os novos estilos mais desenvolvidos do Rock não tem carisma, nem público-alvo. Pelo que andei pesquisando, as vertentes mais "inteligentes" do rock, não chegam nem perto de serem um novo prog. A música tem o grande valor de nos fazer parecer inteligentes, mas as novas vertentes, como o post-rock, tem que competir com o indie (que além de tudo tem atitude !???!!?!) pelo domínio da adolescência metida a inteligente, que atualmente no Brasil não chega a ser um público muito forte, acho.

A única chance do rock sobreviver é com um estilo novo de rock, menos influenciado pelo punk, crescer, assim salvando o rock da mesmice.

Caso você não esteja entendo o que me irrita com o punk atual, é simples. O Punk surgiu para salvar o rock do Prog, que era muito intelectualizado para ser admirado por todos. Hoje em dia o rock já é tão punk faz tanto tempo que perdeu a graça. Precisa de algo novo, que não seja cru como o indie, mas não inteligente como o math rock. Esse estilo, ainda não conheço, mas espero que venha logo. Enquanto isso, a cada tópico vou colocando bons cds de bandas independentes de rock nacional para serem baixados, ok? Esses cds são algo que eu considero diferente do que se toca hoje em dia, então vou divulgar.

Downloads - Manacá

Comentário sobre o Download:
Se você gosta de Cordel do Fogo Encantado, cai dentro, mas com alguma moderação. Ao que me parece, les tem mais peso, e sinceramente acho algumas músicas repetitivas, mas tem músicas bem interessantes como "O galo cantou".

Abraços